sábado, 8 de agosto de 2015

As gafes que os brasileiros cometem ao falar inglês



As gafes que os brasileiros cometem ao falar inglês


Em 2010, numa loja de roupas nos Estados Unidos, um brasileiro se encantou com uma camisa florida e, extasiado, disse para a vendedora: “see me that shirt, please?”.

Acontece que o nosso “me vê aquela camisa, por favor?” não faz sentido nenhum em inglês. O nosso “ver” no sentido de “pegar” não funciona lá. “See” é só enxergar mesmo.

Parece piada, mas o fato, testemunhado por nossa equipe — não revelaremos nomes, ok? — é um dos muitos erros comuns que nós, brasileiros, cometemos ao falar o inglês.
Pensando em nossos vícios de linguagem, fizemos uma lista com algumas das falhas mais frequentes. Aprenda a evitá-las abaixo.

“Pull the car” e outras estranhíssimas traduções literais


Em geral, as expressões que usamos aqui não têm correspondência direta em inglês — nem em outro idioma.
Mesmo assim, costumamos traduzir gírias e locuções ao pé da letra. “Pulling the car” ou “puxando o carro”, para dizer que está indo embora, é um dentre muitos exemplos que deixam os gringos com interrogações sobre as cabeças. Nesse caso, o certo seria “I'm leaving", ou, se quiser usar a gíria, “I'm Outta Here”.
Lembra da famosa entrevista do técnico Joel Santana em inglês? “Play very good” (errado!) em vez de “play very well” (certo!) é uma das pisadas na bola comuns para nós, brasileiros:
Em geral, as expressões que usamos aqui não têm correspondência direta em inglês — nem em outro idioma.

Problemas com o “did”

Professores estrangeiros notam que os brasileiros estão entre os que mais erram a formulação de perguntas no passado.
Ao usar o verbo auxiliar “did”, muitos falantes do Brasil costumam passar o verbo seguinte para o pretérito.
Resultado? Saem frases como “Did you saw that girl?”. Está errado. Lembre-se: usou “did”, mantenha o verbo no presente. O certo, então: “Did you see that girl?”.

Your, her, his

No português, “seu” pode ser usado tanto na segunda pessoa quanto na terceira. Podemos dizer: “Você vai passear com o seu cachorro” ou “Ela vai passear com seu cachorro”.
No inglês, cada pessoa tem seu pronome possessivo. Mas o hábito faz com que muitos brasileiros usem “your” em vez de “his”, “her” ou “its”.
Um exemplo: “ela passeia com seu cachorro” vira “she walks your dog”, quando o certo seria “she walks her dog”.

O “sensible” de modo insensato

Os falsos cognatos – palavras que se parecem em inglês e português, mas têm significados diferentes em cada língua – são outra armadilha para nós.
Um erro comum é traduzirmos “sensible” para “sensível”. Uma pessoa sensível é, na verdade, em inglês, “sensitive”. “Sensible” significa “sensato”.

“Actually” não é atualmente; “brave” não é bravo

“Actually” teria tudo para significar “atualmente”, mas não é. Em inglês, significa “na verdade”. Para dizer atualmente em inglês, use “currently” ou “nowadays”. Não tem erro.
O mesmo acontece com “brave”, que não corresponde, em inglês, a “bravo”, e sim, a “corajoso”. Se quiser dizer que alguém está irritado, prefira “mad” ou “angry”.

“I’m having an affair”

Para muitos de nós, a expressão “affair” diz respeito a um relacionamento casual — “um lance”, diriam os mais jovens. Aos gringos, não: é o nome que dão para relações extra-conjugais. Evite, portanto, dizer que está tendo um affair (ainda que esteja mesmo...). Para dizer que está tendo um lance com alguém use: “we’re having a thing”.
fonte: UOL
 

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