segunda-feira, 25 de junho de 2012

Copa de 2014 vai impulsionar economia

 


A Copa do Mundo de 2014 vai movimentar a economia do Brasil e gerar oportunidades de negócios não apenas para as grandes empresas, mas também para as pequenas em diversos segmentos, que vão desde a área têxtil, setor gráfico, tecnologia de informação, comércio e muitos outros.


É o que aponta estudo do Itaú Unibanco, que indica que o megaevento não favorece só os setores de infraestrutura e turismo, mas deve beneficiar toda a economia, com a ampliação de 1,5 ponto percentual no PIB (Produto Interno Bruto) - a soma das riquezas produzidas no País - e a geração de cerca de 250 mil empregos nesse período de três anos.


O economista do Itaú Caio Megale cita que muita gente virá ao Brasil e, com isso, vários setores serão dinamizados, proporcionando aumento de renda e, consequentemente, mais consumo. A estimativa é que haverá incremento de 3 milhões de turistas, dos quais 2 milhões serão estrangeiros e 1 milhão será brasileiro. Além disso, o volume financeiro movimentado por eles deve gerar receita adicional de R$ 5 bilhões para as empresas brasileiras. Há também grandes investimentos previstos em infraestrutura, como a construção de estádios (R$ 7,2 bilhões) e sistemas de transporte (R$ 12,7 bilhões) e em telecomunicações (R$ 4,2 bilhões). O salto dos investimentos, de acordo com a pesquisa, também irá impulsionar o consumo interno.

Megale destaca que a Copa traz ainda visibilidade para o País e para os produtos brasileiros no Exterior. Abre-se, dessa forma, janelas de oportunidades para a expansão das vendas ao mercado externo, que ainda são tímidas - representam apenas 12% do PIB. Estudos mostram ainda que países que sediaram a Copa ampliaram em 30% as exportações.

LIÇÃO DE CASA - No entanto, não adianta o Mundial abrir oportunidades se as empresas não souberem agarrá-las, observa o economista. O banco também desenvolveu cartilha com dicas para os pequenos empresários potencializarem suas vendas. Isso inclui saber o que pode ou não ser feito, por exemplo, dentro das regras da Fifa. "Pode ser que o empresário tenha de fechar o negócio no dia do jogo e ele precisa saber disso desde já", destaca.

As chances de negócios abrangem também a Copa das Confederações em 2013, a Copa América 2015 e os Jogos Olímpicos em 2016. O diretor comercial do Itaú Empresas, Marcos Massukado, cita que há grandes exemplos de países e cidades que se transformaram com eventos dessa magnitude, mas é importante que o empresário tenha visão de longo prazo e foque no legado que será deixado, se sua empresa se preparar, com qualificação de mão de obra, melhoria da qualidade do serviço e do produto e na relação transparente com os clientes.

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