sexta-feira, 25 de maio de 2012

Competição de Cannes fala inglês em 2012




Briga pela Palma de Ouro deixa de ser eurocêntrica e abre espaços para estrelas em produções norte-americanas e britânicas.


No ano passado, o americano “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick, conseguiu a difícil missão de levar a Palma de Ouro no Festival de Cannes numa competição completamente eurocêntrica – 14 dos 20 concorrentes eram do continente. Em 2012, os filmes de língua inglesa têm mais chances: são oito produções entre as 22 que disputam a Palma de Ouro.

A começar pelo longa-metragem que abre oficialmente a disputa da 65ª edição, nesta quarta-feira (16) – “Moonrise Kingdom” marca a estreia de Wes Anderson na Croisette.

Fora ele, há ainda “Killing Them Softly”, do neozelandês Andrew Dominik (“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”); “Lawless”, do australiano John Hillcoat (de “A Estrada”); “Mud”, do americano Jeff Nichols; e “The Paperboy”, de Lee Daniels, que participou da seção Um Certo Olhar em 2009 com “Preciosa”.



Também são falados em inglês o canadense “Cosmópolis”, de David Cronenberg, a coprodução Reino Unido-França-Bélgica-Itália “The Angel’s Share”, de Ken Loach, e “Na Estrada”, versão do livro de Jack Kerouac feita pelo brasileiro Walter Salles, que participa pela terceira vez da competição.

Essa lista significa uma outra coisa: muitos astros e estrelas, coisa que Cannes nunca deixou de apreciar. O elenco desses filmes conta com gente como Brad Pitt, Robert Pattinson, Kristen Stewart, Reese Witherspoon, Bruce Willis, Zac Efron, Shia LaBeouf, Tom Hardy, Jessica Chastain, Mia Wasikowska e Matthew McConaughey (que está em “Mud” e “The Paperboy”).

Nicole Kidman também tem dois filmes no festival, "Paperboy" e o telefilme Hemingway & Gellhorn, ao lado de Clive Owen. Outra que aparece em dose dupla é Isabelle Huppert, num papel pequeno em “Amour”, de Michael Haneke, e num personagem maior no sul-coreano “Da-Reun Na-ra-e-suh”, ou “In Another Country”, de Hong Sangsoo – o longa terá competição de um conterrâneo, “Do-Nui Mat”, de Im Sang-soo.

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